domingo, 7 de maio de 2017

[...]











Há muito tempo não conto estrelas.

Disseram que cada estrela que eu contava
uma sarda correspondente surgia em meu corpo.
Crível, para uma criança que odiava
se olhar no espelho.
Parei de observar o céu noturno,
esqueci da lua,
de Júpiter
e dos corpos celestes que cortavam a noite.

Com o tempo, além do tempo, também me
esqueci do corpo que arrebentou minhas noites,
dilacerou meu coração
e colocou todo amor
na avenida cheia de faróis.


Hoje eu voltei a contar estrelas.












[junior ferreira]



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